domingo, 3 de janeiro de 2010
500 milhões de Dolares que valeram a pena!
Confesso que apesar dos elogios que ouvi sobre o filme tive uma certa relutância em assisti-lo , a história não chamou minha atenção, o diretor ficou muito tempo parado, e efeitos especiais não costumam me atrair muito (nem 2012 eu assisti), maaas como ainda não tinha tido a oportunidade de assistir a um filme 3D (em cinema de verdade) resolvi conferir.
Sai da sala de cinema boquiaberta, fato! Até agora não consegui definir, mas o que eu vi foi incrível, agora sou fã número 1 de efeitos especiais e quero morar na floresta de Pandora...rsr.
O romance que acontece no filme não foi a história central, portanto não teve muita importância, ao meu ver, mas se você já assistiu repare na verdadeira história por trás da história: Uma nação fortemente armada tentando extrair um minério valioso de uma segunda nação "supostamente" sub-evoluída, de "selvagens" como é dito pelo odiado coronel. O peso político que tem esse filme é impressionante.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
A antítese do relacionamento e o Aprendizado
Ouvindo The Smiths especiamente para este Post.Ontem, finalmente após inumeras tentativas, fui assistir ao filme (500)Dias com Ela, e o que posso dizer sobre ele?
Mais uma vez vemos a vida como ela é numa comédia romantica, e o melhor de tudo é que não somos iludidos com um final feliz, pelo simples motivo de ele não acontecer sempre.
O filme é divertido, nos envolve e o mais importante (pra mim pelo menos) não é obvio, apesar de bem no início o narrador nos avisar de não ser uma história de amor, você torce pelo casal até o último instante, é atual mas com um ar meio retrô (talvez pelo figurino de Summer, aliás Deschanel está linda no papel), mudança de contraste de cores conforme o humor dos personagens, são inseridos filminhos entre as cenas, também, como medidor de humor.
Vale a pena notar a cena em que Summer é questionada sobre o relacionamento e responde apenas que não sabe e está feliz, logo depois a imagem se abre e o carro em que os dois estão entra num tunel escuro (o desconhecido, a dúvida talvez). É esse o ponto que eu queria chegar.

Este tipo de comédia, raro nos cinemas, é o que se pode aproximar mais de nossa realidade, sim, todos nós sabemos que relacionamentos não duram para sempre, mas o que poucos percebem é o quanto podemos tirar proveito dos relacionamentos acabados e o quanto nos faz bem as lembranças que temos deles. Lembranças puras, sem magoas, claro.
E como já notaram podemos compará-lo ao recente "Apenas o Fim", que infelizmente como "(500) Dias com Ela" não teve muito espaço e força entre os vampirinhos politicamente corretos de hoje, ambos exibidos em poucas salas de cinema do Brasil, e no caso do filme de Matheus Souza, não há confirmação de um lançamento em DVD, lamentável em vista da qualidade do conteúdo destes filmes.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Da semana passada
Lembrando também que no MASP e na FAAP não é possínel tirar fotos...essas duas fora pq foi bem cedo e bem escondida.
Reforço que vale muito a pena ver a exposição "De dentro pra fora. Defora pra dentro", tá muito bem montada mesmo!
Na Red Bull House of Art, não consegui captar boas imagens, e infelizmente no dia em que eu fui ainda estava meio que em montagem e todo mundo de ressaca mas deu p/ sentir um pouco a alma da coisa.sábado, 5 de dezembro de 2009
Pra olharem pra fora tiveram que colocar dentro!

Nos últimos finais de semanas tenho aproveitado o fato de fazer curso e estar pela região da Paulista para aproveitar as exposições que estão rolando pela região.
A primeira é a d'OS GEMEOS que tah rolando na FAAP, confesso qu me decepcionei um pouco, realmente ela está muito bem montada, mas pela magnitude dos artistas, fiquei com gostinho de quero mais, sabe.
A segunda, é a da foto acima, tirei algumas do meu celular mas como to postando fora de casa não to com as imagens... o nome é De dentro p fora, De fora p dentro, vai ficar no MASP se não me engano até o começo do ano q vem (maiores informações no site doMASP), adorei, várias intervenções, entre elas as de dois artistas q admiro muito: Titi Freak e Zezão... vale a pena ver!
E por fim:

Red Bull Houseof Art... não vou poder comentar muito pq infelizmente hj peguei o pós festa de abertura da 2da exposição e estavam todosa de ressaca... mas o pouco que vi valeu a pena e me fez querer voltar lá semana q vem pra ver tudo funcionando direitinho.
Fica minha dica para quem se esquece de olhar a beleza das cores q existem na cidade por cauda da correria, pare um pouco e vá para uma dessas, depois saia e olhe à sua volta se há diferença.
sábado, 19 de setembro de 2009
O clichê do clichê

Quantas vezes eu parei e pensei antes de falar o que eu queria? Na verdade não sei, não contei, mas lembro que as frases mais importantes da minha vida eu deixei de falar porque era clichê. É difícil parar e pensar nisso depois de tanto tempo, hoje eu sei que não faria tanta diferença na minha vida, mas talvez me livraria de alguns meses de angústia por ter me calado.
Filme - Apenas o Fim:
“Falar sobre amor é muito clichê!”
“Eu acho que falar que falar sobre amor é muito clichê é que é clichê!”

O momento passou, aquelas palavras ditas não alterariam o desfecho das semanas seguintes, mas me daria um momento a mais de glória. Uma luz nos olhos e um sorriso amarelo para quando eu de repente lembrasse disso andando por aí.

O clichê só é clichê quando não é verdadeiro, é aquilo que precisa ser dito naquele momento só para se parecer com a cena da novela das oito, é o artificial, esqueça, de um sorriso, um sorriso verdadeiro e será exatamente esse o sentimento que você vai passar, não invente sensações irreais, devaneios de um possível amor de histórias já contadas, invente a sua história! Aposto que será exclusiva e muito mais interessante do que aquela de mentira que você vê todos os dias.
Amor não vai acontecer num dia ensolarado com você perfeitamente arrumado, construído, ensaiado. Quando o amor acontece é quando você menos espera, depois daquele dia péssimo do trabalho em que você esqueceu de retocar a maquiagem ou de colocar a camisa nova, mas o momento improvisado será tão belo que o cenário ou você não farão a menor diferença.
Fotos: Se você sabe quem anda escrevendo essa frase pelas ruas de São Paulo, me apresente, porque esse cara é um gênio. A última (essa aí de cima) fui eu que tirei durante Virada Cultura deste ano.sábado, 12 de setembro de 2009
Durante a Tarde
Estava entediada, tinha a mania de fazer amizades muito facilmente, mas tinha mais facilidade em se enganar, tinha o pé atrás e parecia mesmo um bicho do mato sempre que via uma atitude diferente, mesmo assim secretamente mantinha fascinação por novas descobertas, almejava a controvérsia, queria profundamente descobrir o certo pelo errado.
Naquele dia mais uma vez não queria ir para casa, resolveu enrolar na saída de seu colégio e saber o que acontecia por lá depois que boa parte dos alunos já estavam em suas casas almoçando e assistindo a desenhos animados.
- Hey, o que você faz aí?
- To fazendo hora, não quero ir embora agora.
- Estou indo ver uns amigos num estúdio de Arte Urbana, que ir?
Amava a arte em qualquer de suas expressões, via beleza em rabiscos coloridos nos muros de seu caminho para casa também quando via gravada na pele das pessoas ou em seus livros de história.
Quando chegou à porta do velho prédio rabiscado em cinza e preto com fotos, cores formas desenhadas nas paredes internas das salas onde haviam rapazes conversando lembrou-se de uma discussão que tivera uns dois anos antes com uma colega de seu antigo colégio que pediu transferência com grande prazer por não ver mais os que e quem tinha deixado lá.
A amiga: - Você é estranha, gosta só do que é feio. Tatuagem? Minha mão disse que quem faz isso está marcando o mal no corpo, Deus nos colocou no mundo e é exatamente como nos colocou ele quer nos receber de volta.
Ela: - Que porra de papo é esse garota? Se fosse assim não receberia pessoas calejadas de tanto trabalhar para sobreviver, envelhecidas e experientes, ou até mesmo você que já aprendeu um monte de coisa inútil e já não é mais a pessoa que um “Ele” tenha deixado.
A amiga: - Mas ele recebe pessoas boas?
Ela: - E desde quando alguém provou alguma aparência ou classificação considerada boa no além? Você nem sabe o que é bom ou mal.
Ela acreditava que as pessoas são diferentes e ninguém tinha o direito de criticar essa diferença, muito menos tentando fazer uso da religião nisso.
Para ela naquele momento ela sabia que o bom era descobrir o novo.
Ele: - E aí quem é você que eu nunca tinha te visto por aqui?
(Coração bate forte)
Ele: - Gostei de você!
Mal sabia ela que depois dessa tarde ela estava presa a uma teia da qual nunca mais sairia, pois essa era sua concepção de bom ou ruim, descobrir o novo e depois saber qual era o resultado.
Ele bem mais velho e controverso a qualquer padrão usado pelas amigas, supria sua fascinação por tatuagens, pois ele tinha-as a mostra em seus braços, demonstrava todo o sei interesse por ela e chegava a esquecer os outros que conversavam com ele.
No ano seguinte:
Ele: - E aí, você quer dar uma volta para ficarmos sozinhos e conversarmos melhor?
Ela: - Você, ficar sozinho comigo para conversar? Desde quando? Vamos!
Havia mudado porque buscou algo diferente, não estava feliz e agora era outra pessoa, era quem queria ser.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A Princípio
Sua cabeça trabalhava demais, conseguia se lembrar de qualquer detalhe importante que vivera, até mesmo os desnecessários, ao mesmo tempo frenético em que fabricava pensamentos, dos mais úteis aos mais fúteis possíveis. Quando recordava, podia sentir novamente e com a mesma intensidade de antes o arrepio, o temor que lhe corria pela espinha quando era tocada por ele, porém essa nostalgia a machucava como navalha nos pulsos, não sabia mais se o que sentia era algo novo ou apenas nostalgia.
Com um novo tocar, sua pele se arrepiava novamente, mas ela lutava para que seu passado não a encontrasse e deste modo as lembranças permaneceriam intocáveis, estáticas e guardadas, mas ao lutar p/ deixá-las perdia o agora e o momento se tornava inútil, se via rodando e todo novo momento se tornava o passado.Sua vida era como uma busca incansável por um estranho q já conhecia e ria bestamente porque era claro que sua procura não servia para nada, pois o combinado era que ele a encontraria.
Mas quem é ele? Todos eram falsos, até os mais verdadeiros pareciam errados, ou era o contrário? Ela estava nesse mundo para experimentar outras sensações, o descompromisso com um amor apenas no início parecia um monstro, mas com o tempo tornou-se uma cegueira boa, que deixa os outros sentidos aguçados e se torna praticamente desnecessário. As sensações agora não eram somente o êxtase e o delírio agora também tinha os raios de sol dos dias de inverno, a água do mar tocando a base de seus pés quando a onda se aproxima.
Agora ela era vida!






